A preocupação constante alimenta pensamentos que causam ansiedade. Criamos os piores cenários e perturbamos a nossa mente. E o que fazemos com esses cenários? Alimentamos com mais pensamentos negativos, os quais aceitamos como válidos.
Falamos de preocupação excessiva quando a mesma persiste, torna-se incontrolável e prejudicial para a nossa vida diária, interferindo com a nossa saúde emocional e física. A preocupação excessiva gera tensão e perceções irrealistas que levam à vivência de ansiedade.
À espera que o pior aconteça…
Esta expectativa predispõe a pessoa a viver em alerta em relação ao que a rodeia e aos seus acontecimentos de vida. Traduz-se em inquietude e em vivência de emoções negativas, num sentimento permanente de agitação interior, podendo mesmo interferir com a saúde física, sendo causa de aumento de tensão muscular, dificuldades de concentração e irritabilidade, alterações do comportamento de sono e alimentar, bem como, alterações no aparelho digestivo.
Aceitar a preocupação como inevitável é garantir que a mesma domine.
Sempre que vivemos vezes sem conta o problema e sobre ele pensamos o mesmo ou acrescentamos novos pensamentos negativos, tem o sentimento de estar a fazer algo por si e pelo seu problema. Porém, isto é ilusório. Consegue temporariamente distrair-se do que sente e engana as suas emoções, contudo, apenas continua a preocupar-se e não a usar os seus recursos cognitivos para o que seria desejável – resolver o problema.
Ganhar perspetiva. O que fazer?
A terapia cognitiva e comportamental garante diversas técnicas muito úteis para lidar com a preocupação excessiva, resolver problemas, desafiar pensamentos negativos e abalar as crenças irracionais que a alimentam.
Podemos propor-nos compreender a preocupação excessiva como um comportamento mental repetitivo. Acontece que, ao longo do tempo, treinamos a mente para avaliar as situações de forma irrealista, acrescentando pensamentos negativos, geradores de ansiedade.
Podemos também convidar-nos a quebrar este ciclo vicioso com o objetivo de acalmar a mente perturbada. Quebrar este ciclo é ganhar novas perspetivas, mais realistas e por isso mais funcionais. Ou seja, permite gerar pensamentos úteis e favoráveis para a vida em geral com a intenção de resolver a situação.
Quebrar o ciclo vicioso não é apenas desejável, como é possível.
Foto de Massimiliano Sarno na Unsplash