Sem Pressa

PSICOLOGIA COM TEMPO

Ana Paula Vaz - PSICÓLOGA CLÍNICA - Consulta PRESENCIAL e ONLINE

A propósito do Perfecionismo

Não se trata necessariamente de “ser perfeito” ainda que, com frequência, as pessoas assim o considerem.

O indivíduo perfecionista procura ativa e incansavelmente padrões extremamente elevados e por isso, exigentes para si próprio. E isto pode acontecer não apenas em relação à sua pessoa. Pode de igual forma estabelecer para os outros os mesmos padrões de exigência. Em consequência surgem atitudes de julgamento, também dirigidas a si próprio, o que dificulta a relação com os outros, ou afetam a sua autoestima, quando se critica.

A autoapreciação é alimentada pela avaliação que o perfecionista realiza quanto à sua capacidade para empenhar-se e alcançar os padrões de excelência que procura incessantemente. Compreendamos que nesta relação “nunca é suficiente”. E isto é causa de experiência de consequências muito negativas como o sentimento de frustração, de preocupação, de isolamento social, tempo excessivo para concluir as tarefas ou procrastinação, entre outros.

O comportamento perfecionista pode acontecer em relação a qualquer área da vida e desencadear pensamentos e crenças disfuncionais como “não confio nos outros para fazer um trabalho tão bom quanto eu faço, por isso prefiro fazer eu tudo”, ou ainda “tenho tanto medo de falhar que estou sempre a adiar começar a tarefa”. 

O pensamento perfecionista procura o erro ou o fracasso. 

O comportamento perfecionista inclui o “tenho de fazer” e o “tem de ser”.


O perfecionismo é um comportamento frequente. Tem aspetos úteis e outros completamente inúteis. Diz respeito à pressão que colocamos em nós próprios para atingir padrões elevados, os quais influenciam a forma como pensamos acerca da nossa pessoa.

Foto de v2osk na Unsplash

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