Uma viagem interior que pode despertar curiosidade, ser percebida como um desafio ou gerar ansiedade e receios. Ir ao meu encontro significa aproximar-me e estabelecer uma ligação intencional com o meu interior psíquico.
Significa também ir à procura.
De quê? De mim. Do meu EU genuíno que inclui a excelência de todos os meus recursos e características pessoais muitas vezes esquecidas, pouco conhecidas, utilizadas ou valorizadas.
Conhecer-me para aumentar a compreensão sobre mim é uma ligação muito importante e complexa. Esta ligação não é linear ou imediatamente consciente. Por vezes é desconfortável mas é sempre muito libertadora.
Por onde começar? Por mim. Por tudo o que sou, o que acredito e defendo. Pelo que desconfio e afasto. Pelas minhas certezas e pelas minhas inseguranças.
Com transparência? Inicialmente, talvez não seja fácil. Mas sim e para que aumente a clareza sobre o que me faz agir, as emoções que dominam e como geri-las, os conteúdos dos meus pensamentos e o seu significado mais profundo, numa relação estreita com o que entrego e recebo nas relações que estabeleço.
Os sentimentos desagradáveis podem ser impeditivos, mas também por isso, serem também estímulos importantes para prosseguir, descobrir porque causam o sofrimento ou o desagrado. Ir ao meu encontro é também estar presente às minhas emoções, aprender a compreendê-las para sentir segurança.
É muito positivo quando acontece a ligação com o meu interior. Quando me compreendo, aceito e posso decidir o que fazer. Aprendo a lidar e a gerir o meu desconforto emocional, não porque tentei afastá-lo mas porque decidi assumir que existe e preciso enfrentá-lo.
É uma tarefa complexa? Sim e também por isso nem sempre passível acontecer sem ajuda profissional.
Foto de Pinakeen Bhatt na Unsplash