O tempo…
Novamente o tempo e a angústia de sentirmos que o mesmo é insuficiente para tudo o que precisamos e queremos fazer. Provavelmente estamos a ser muito exigentes e pouco realistas, mas não deixamos por isso de lamentar a constatação de que “não temos tempo”.
Queremos mais tempo.
Pensemos no tempo que perdemos a querer forçar-nos a viver relações que já não fazem sentido, a tentar convencer alguém acreditando que a vamos mudar, quando o dedicamos a quem não o/nos merece, sempre que permitimos que a crítica e a opinião dos outros nos perturbe, sempre que nos comparamos com os outros e sofremos com isso, quando não abdicamos de um perfecionismo que serve para muito pouco, ou mesmo quando queremos agradar a todos. Uma genuína perda de tempo.
Faz sentido refletir sobre o que andamos a fazer com o nosso tempo.
E numa linha temporal, compreender por onde andam os nossos pensamentos. No passado, no momento presente ou no futuro? Este exercício é muito significativo mas poucos de nós dedicamos tempo a realizá-lo. No imediato parece ser uma perda de tempo e só por isso não o permitimos. Mas a razão principal é porque não conhecemos ou compreendemos a sua importância. Assim sendo, de pouco serve a tão proclamada gestão de tempo se não estivermos consciente de nós, das nossas ações e do tempo que lhe dedicamos.
Porque agora é o tempo real e realmente importante, desperte para as coisas simples da vida. Aquelas que estão ao seu redor. Só precisa de parar. Estar atento. Está a despertar para a consciência de que o tempo é tudo o que tem, o que desperdiça e o que deseja aproveitar. Está também nesse momento a dedicar-se tempo, a colocar-se no centro das suas prioridades e por isto, a ganhar tempo.
(Foto de © Andrea Piacquadio)