O erro é motivo de angústia e de culpa para muitos, mas também é percebido como oportunidade de aprendizagem e motivação para muitos outros.
Existe ainda a experiência do erro como a possibilidade de ter um ganho secundário com o mesmo. Neste registo de comportamento, a pessoa desresponsabiliza-se das suas ações, promove para os outros uma culpa que não lhes pertence e vitimiza-se. Procura uma compreensão externa que o ajuda a lidar com o próprio erro e o seu mal-estar. Reconhecer que se errou torna-se uma missão quase impossível. Por vezes, também se junta o orgulho que expressa muitas fragilidades interiores. Estas vulnerabilidades estão associadas a uma baixa autoestima, insegurança e a ausência de amor-próprio. E assim o ciclo perpetua-se e afunda-se quando se junta a comparação com alguém, o que abre espaço para outras experiências afetivas negativas como a inveja.
Tantos sentimentos negativos que ativam a raiva, numa experiência interior de zanga permanente, necessidade de controlo e uma enorme frustração que teima em permanecer, pois a pessoa não consegue sair de si e ver a realidade para além da sua dinâmica psicológica disfuncional.
Permita-se reconhecer que ao errar pode sempre reconsiderar as suas ações e mudar, ser ou fazer diferente. Se achar que não é assim, reconsidere mesmo.
Pense. Poderá estar a precisar de ajuda.
Foto de Michael Dziedzic na Unsplash